• Jorge Menezes

Como evitar preocupações e começar a viver melhor!

Atualizado: 17 de Abr de 2019



Nos dias de hoje as palavras que mais ouvimos das outras pessoas são: stress, ansiedade, preocupação, depressão. Costumamos dizer que somos vítimas de um sistema globalizado. Correto, somos vítimas, mas, de quem é a escolha? A escolha é nossa de viver esse estado de coisas.


Tornou-se cansativo e irritante, a forma como as pessoas buscam se justificar por aquilo que não fizeram, usando a palavra correria. Mas que correria? O tempo segue o seu curso normal, nós é que queremos apressá-lo. Isso nada mais é do que uma desculpa para a nossa incapacidade e incompetência para definirmos as nossas prioridades.


Não sabemos priorizar as nossas necessidades e os nossos objetivos e jogamos a culpa na correria. Mas pensem todos comigo: se eu não consigo definir as minhas próprias prioridades, como eu posso definir os meus objetivos e como posso ter foco naquilo que quero realizar.


O tema de hoje abordará a palavra preocupação e os seus efeitos negativos para todos nós, para o nosso dia a dia e para a nossa saúde. Segundo a Wikipédia, preocupação é a ideia antecipada que gera sofrimento para as pessoas. É o reflexo antecipado do medo e do temor.

Em 1871, um jovem estudante de medicina, de nome William Osler, estava preocupado em passar no exame final na faculdade, o que fazer, onde exercer a sua profissão e como ganhar a vida. Mas um dia ele pegou um livro e leu 24 palavras que tiveram profundas consequências no seu futuro. As vinte e quatro palavras que ele leu são as seguintes:


“O nosso principal objetivo não é ver o que se encontra vagamente à distância, mas fazer o que se acha claramente ao nosso alcance”.


Isto significa que devemos viver um dia de cada vez; que devemos executar uma tarefa de cada vez; que devemos primeiro passar na nossa prova final e depois veremos o que nos espera lá na frente.

Quarenta e dois anos depois, quando esse mesmo jovem, já então, um médico famoso, chamado de “Sir William Osler”, discursava para os estudantes de medicina da Universidade de YALE, ele lhes disse o seguinte: Deixem o passado enterrar os seus mortos. Afastem os “ontens” que tem levado tantos a caminho do pó. O fardo de ontem, mais o fardo de amanhã, carregados com o de hoje, fazem os mais fortes vacilarem. Portanto, isolem o futuro e o passado. O futuro é hoje!


O desperdício de energia, a pobreza de espírito e a ansiedade nervosa, seguem os passos do homem que se sente angustiado quanto ao futuro. Nós tendemos a experimentar a preocupação em nossas mentes e a ansiedade em nossos corpos.

Mas, por acaso o doutor Osler, estaria nos dizendo para não fazermos nenhum planejamento futuro? É claro que não. Ele nos disse que a melhor forma de nos prepararmos para o futuro, é nos concentrarmos com inteligência e entusiasmo, naquilo que estivermos fazendo hoje para que o resultado do nosso esforço seja o mais magnífico possível para o nosso futuro.


O doutor Osler, lembrou que a prece de Cristo nos enfatiza “o pão nosso de cada dia nos dai hoje”. Portanto, a prece pede o pão de hoje. A prece de Cristo não nos incentiva a nos queixarmos do pão amanhecido que comemos ontem; a prece não nos diz: Ó Deus, a terra está ruim para plantar trigo e poderemos ter outra seca.


Se isso acontecer, como arranjaremos pão para comer no próximo outono? Ó Deus, se eu perdesse o meu emprego como eu conseguiria o meu pão? Pelo contrário, a prece nos ensina a pedir o pão de hoje. Porque ele é o único pão que nos é dado comer.


O Mestre Jesus durante o sermão da montanha falou para a multidão:

“Não andeis pensando no dia de amanhã. Porque o dia de amanhã a si mesmo trará o cuidado; ao dia de hoje basta a sua própria aflição”.


Muitos homens rejeitaram as palavras de Cristo porque entenderam que precisamos fazer planos e nos prepararmos para o futuro. Eles estão corretos! Porém, essas palavras traduzidas há 300 anos, não tem o mesmo significado da época em que foram pronunciadas por Jesus. Há 300 anos a palavra ‘pensar” passou a significar ansiedade.


As novas versões da Bíblia, mencionam as palavras de Jesus da seguinte forma: “ Não andeis inquietos pelo dia de amanhã”. É claro que devemos pensar e nos prepararmos para o dia de amanhã, mas, não precisamos nos inquietar e tampouco sermos ansiosos.


Então, por quê nos preocupamos tanto e esquecemos de viver?Por quê não controlamos as nossas emoções? Por quê não filtramos as preocupações da nossa mente?

A preocupação nos torna tensos e nervosos, afetando o estômago e muitas vezes nos levam a úlceras de estômago. A preocupação acaba com a nossa capacidade de concentração. A vida está em se viver, está no tecido de cada dia e de cada hora.


Um engenheiro americano de nome Willis H.Carrier, após enfrentar um problema muito sério no seu trabalho, sentiu-se petrificado, teve náuseas, enjoo, terríveis dores de cabeça e não conseguia dormir.


Felizmente, antes que a sua saúde piorasse, ele descobriu uma técnica para livrar-se das preocupações que o acompanhou para o resto da sua vida. Ela consiste em 3 pontos básicos que devem sempre ser considerados frente a uma situação muito difícil em que o pior poderá acontecer.


a). Pergunte a si mesmo: Qual a pior coisa que poderá acontecer?

b). Prepare-se para aceitar o pior, se for preciso;

c). Depois, calmamente, procure melhorar a situação, partindo do pior.

Consequências das Preocupações


Um estudo médico nos Estados Unidos, feito com 15.500 pacientes, tratados de problemas no estômago, mostrou que em cada 5 pacientes, quatro deles não tinham razões físicas para as doenças no estômago.


O medo, as preocupações, o ódio e a incapacidade de adaptar-se ao seu mundo real, representam, em grande parte, as causas das nossas doenças de estômago e úlceras.


A ciência médica conseguiu dominar as doenças e epidemias, como a cólera, a febre amarela e tantos outros flagelos. Mas essa mesma ciência não foi capaz, até agora, de consertar os danos físicos causados pelas emoções, tais como, a preocupação, o medo, a frustração e o desespero.

O doutor Russel L. Cecil, mundialmente conhecido como especialista em artrite, publicou uma lista das cinco condições que mais produzem artrite, embora, elas não sejam as únicas.

1) Fracasso no matrimônio;

2) Desastre financeiro;

3) Sofrimento moral;

4) Solidão e preocupações;

5) Ressentimentos mantidos por muito tempo;

Diferença entre Preocupação x Ansiedade

É comum, as pessoas entenderem que a preocupação e a ansiedade são a mesma coisa e tem os mesmos efeitos sobre nós. Isto é um equívoco, embora, elas andem lado a lado, elas têm efeitos diferentes. Vejamos algumas diferenças dessas diferenças:

1. Experimentamos a preocupação em nossa mente e a ansiedade em nosso corpo.

2. A preocupação tende a ser específica enquanto a ansiedade é mais difusa.

3. A preocupação dispara o gatilho de solução dos problemas, a ansiedade não.

4. A preocupação pode criar angústia emocional suave. A ansiedade pode causar angústia emocional severa.

5. A preocupação tende a ser controlável; casos de ansiedade já são mais difíceis.

6. As Preocupações tendem a ser temporárias, mas a ansiedade pode se estender.

7. A preocupação não nos impacta quanto a funcionalidade profissional, a ansiedade sim.

Como Expulsar da Mente as Nossas Preocupações?

Para superar as preocupações e manter-se com a mente e o corpo livres das mesmas, a receita é nos mantermos ocupados. Enquanto estivermos ocupados, seja em qual a for a atividade, não teremos tempo para preocupações.

É a terapia ocupacional, assim denominada pelos psiquiatras. Esse método já era utilizado pelos médicos do Egito, há 500 anos antes de Cristo.

Wiston Churchil, durante os piores anos da guerra, trabalhava 18 horas por dia. Quando era perguntado sobre a enorme responsabilidade que tinha sobre seus ombros, costumava dizer: “Estou muito ocupado. Não tenho tempo para preocupações”.

George Bernard Shaw, dramaturgo e romancista irlandês, nos disse a seguinte frase:

“O segredo para alguém ser infeliz é ter tempo livre para se preocupar se é feliz ou não”.

A chave da felicidade é aprender a não levar a vida tão a sério. Precisamos dizer não às preocupações, colocar a mágoa de lado, desistir de controlar o mundo, jogar fora o lixo mental e aceitarmos a vida como ela é.

Trecho do livro ” Não Leve a Vida tão a Sério”, autor Hugh Prather, Editora Sextante.

Então, vamos nos manter ocupados. A pessoa preocupada deve se entregar à atividade, do contrário ela irá mergulhar no desespero.

Vamos evitar as preocupações e começarmos a viver melhor!


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