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  • Jorge Menezes

O Coaching no ambiente das empresas familiares.

Atualizado: 6 de Nov de 2019

Como conciliar ideias do fundador conservador com o herdeiro inovador?

O Coaching para empresas familiares é um nicho de negócios que se fortalece cada vez mais em nosso país. Fruto da crise econômica brasileira ou do espírito empreendedor do brasileiro, o fato é que esse mercado não para de crescer em número de empresas.


Contudo, a medida que essas pequenas empresas crescem e deixam de ser microempresas, surge o fantasma do conflito entre o antigo e o novo; como a empresa era, como ela é atualmente, suas necessidades de mudança e a dificuldade do dono em aceitar o novo e delegar poder para outras pessoas dentro da sua organização.


Este cenário é complementado pelo surgimento da figura dos filhos que trazem consigo invariavelmente a vontade de mudar, entrando diretamente em rota de colisão com a visão conservadora dos fundadores.


Definição de empresa familiar: A empresa familiar é um empreendimento que pertence a uma ou mais famílias, que é administrado por membros familiares e geralmente emprega outros parentes no negócio.


O segmento de empresas familiares composto pelas pequenas e médias empresas no Brasil é um filão de mercado porque as PME’s, como são chamadas ao redor do mundo, agregam para si a maior geração de empregos da nossa economia e das economias de países mais desenvolvidos.


Essas empresas crescem e são reconhecidas pelo seu mérito social e econômico, em todos os países, por gerar grande número de empregos e pelos bens que produzem. No Brasil e em outros países, empresas familiares de pequeno, médio e grande porte contribuem com mais de 50% do PIB, empregos, renda e arrecadação.


As empresas familiares dão sustentação para a economia de qualquer país porque produzem grande parte dos produtos acabados, insumos e matérias-primas consumidos pelas grandes empresas. Elas também fornecem para o comércio varejista e atacadista, que atende o grande público formado pelos consumidores finais.


Sabe-se hoje que entre 65% e 80% das empresas no mundo e pelo menos 80% das empresas brasileiras legalmente constituídas podem ser classificadas como “familiares”, ou seja, têm membros de uma mesma família em seu controle acionário e, na maioria das vezes também no comando da gestão.


No entanto, a maioria dos donos dessas empresas são pessoas “self-made ones” (autodidatas), porém, são pessoas que trazem consigo o chamado tino comercial; são pessoas de baixa instrução, muitos não têm formação acadêmica, mas, possuem a visão do empreendedor com um alcance que vai além do que as pessoas comuns podem ver. Na sua grande maioria não são gestores e lhes falta o preparo para aceitarem novas ideias e demonstram grande dificuldade de delegar poder.


As empresas familiares passam todas pelo mesmo estágio de desenvolvimento e ao alcançar um determinado ponto de crescimento e porte empresarial, o problema da delegação de poder se agrava com a necessidade da troca do comando, ou seja, a sucessão.


Podemos destacar algumas características marcantes da empresa familiar, entre elas a centralização na tomada de decisões, por isso, as decisões são, em grande parte, tomadas com base na emoção em vez da razão.


Alguns tipos mais comuns de conflitos surgem quando os pais acreditam que todos os filhos devem trabalhar na empresa e um ou mais dos filhos não têm interesse nem aptidão para o negócio; um dos irmãos se sente preterido nas decisões da empresa em relação aos demais ou sente que trabalha mais que os demais e deveria ser mais valorizado; os filhos que não trabalham na empresa desejam opinar nos negócios e outros membros da família discordam;


Existe outro complicador muito forte no ambiente de uma empresa familiar que soma-se à vaidade do dono: a resistência frente as mudanças. Normalmente, o fundador da empresa entende que ele criou e transformou um micro negócio em uma empresa de maior e agora vem alguém lhe dizer que é preciso, mudar e inovar tudo aquilo que sempre deu certo.


Nesse momento, começam os conflitos porque o que deu certo “até agora” não obrigatoriamente será perene ou imutável. Existe sempre, em qualquer organização, a necessidade da mudança e da correção de rumo.


Baseado na minha experiência em trabalhar com empresas familiares, eu entendo que para atuar nesse nicho de empresas, o qual é considerado por muitos profissionais, um dos segmentos mais difíceis para se trabalhar, faz-se necessário uma boa experiência e convívio com donos de empresas familiares, filhos, netos, entre outros tipos de parentesco.


O profissional de Coaching que iniciar um trabalho em uma empresa familiar, terá primeiramente que desempenhar um papel conciliador.


Ele terá que trabalhar o conflito existente entre os donos e os herdeiros, para então colocar em prática um plano de trabalho que será primeiramente apresentado para o comando da empresa e obtendo o seu aval poderá torna-lo um Projeto de sucesso!

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